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terça-feira, 27 de outubro de 2015
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Brancos de estimação e o racismo em pele de empatia:
Essa branca é amiga, podem confiar nela, criei com todo carinho lá em casa.
Ela não morde.
Nós, negras da diáspora, fomos largadas para sobreviver num mundo cheio de contradições e de ódio. Nós somos ensinadas a ter gratidão, empatia e amor pelos nossos opressores. Afinal, se a gente fingir que não vê, ouve ou entende todo o ódio que eles nos lançam, como vamos sobreviver se o mundo é deles? A tática de sobrevivência acaba sendo sofrer quieta, relevar e diminuir a importância do ódio lançado contra nós, e assim vamos vivendo, até o dia em que chega até nós aquela pessoa branca que por algum motivo mágico não nos odeia. A vontade de ter um mundo onde a igualdade racial é a norma, é tão grande que nós acolhemos aquela pessoa branca como se ela fosse da família, ensinamos tudo sobre nós e nossos ancestrais na esperança de que ela vá, e leve pro mundo branco todas estas informações valiosas, e principalmente, que ela vá e ensine os outros brancos que nós somos pessoas tão interessantes quanto eles, tão complexos e tão legais quanto eles. Esse processo de aproximação para troca de saberes, é com certeza uma maneira muito importante de destruir preconceitos. Eu sinceramente acredito que conhecer para não discriminar é parte de um processo importantíssimo que nos levará á igualdade racial, o problema é quando nós ficamos inebriadas com a esperança de estar plantando uma semente boa pra sociedade, e baixamos a guarda esquecendo que *o pessoal é politico, e consequentemente deixamos de analisar nossas relações pessoais criando cobras que só estão aguardando a hora certa pra nos picar.
O branco de estimação aproveita todas as regalias sociais de ser branco, e faz questão de continuar fazendo seu papel de colonizador quando usa uma das armas mais antigas, criadas por ele mesmo pra nos confundir, a mestiçagem. A mestiçagem combinada com um discurso de fluidez de raça, tem tentado com alguns sucessos transformar a negritude num sentimento, e não uma realidade material que elimina pessoas de pele não branca com traços negroides. Mesmo os livros de história mais antigos, mais mal escritos nós podemos ler sobre pessoas brancas se aproximando, se mostrando amistosas e em seguida saqueando tudo o que lhes interessa. Eles se aproximam, fazem seus estudos e em seguida nos abandonam. Eu tenho certeza absoluta que todas nós temos mais de um exemplo sobre essa relação que se torna cada dia mais complexa mas que ainda preserva mecanismo iniciais de conquista e controle étnico. Eu sei que estamos vivendo um momento onde a biologia esta sendo ignorada por convenção de algumas bandeiras, mas nós não podemos cair na armadilha cultural que vincula a negritude somente á vestimentas e outros traços culturais. Nós ainda somos violentadas e mortas por causa do nosso fenótipo, por causa da cor da nossa pele e da textura dos nossos cabelos. Se para uma parcela mínima de pessoas brancas, é possível flutuar para viver, pra nós flutuar é permitir que assinem nossa sentença de morte, outra vez. O professor Kabengele Munanga diz que o racismo no Brasil é uma obra de engenharia, e não é por acaso que essa obra arquitetada a tanto tempo ainda é importante pra manutenção de um mundo de exclusão. Nós não podemos nos perder nos discursos modernos que parecem ser libertadores, esses discursos parecem um sonho onde tem uma pessoa sorridente te estendendo as mãos e dizendo : " vem que será tudo lindo", mas se segurarmos essa mão, vamos retroceder. Nós estamos num momento fértil de conquistas, estamos nos levantando e conseguindo representações onde não conseguíamos desde a década de 70, e estamos avançando em espaços nunca antes habitados por negros, como as universidades e com isso não podemos aderir ao discurso dos opressores. A luta do povo negro tem cor, fenótipo e origem africana, não há como se desprender disso, se alguém com outro fenótipo e cor se sente negro, essa pessoa precisa de um bom psicologo.
Quem são os brancos de estimação? O que comem e onde vivem?
Branco de estimação é aquela pessoa de pele branca que convive com pessoas negras, e foi ensinada sobre tudo do mundo negro. Brancos de estimação podem ser nossos vizinhos, aquela amiga da faculdade ou do trabalho, a moça que grudou em você numa manifestação ou sua amiga de infância. Sabe aquele seu colega que comprou a biografia do Malcolm X antes de você, leu e decorou tudinho, depois fica postando incansavelmente sobre o Malcolm e os acontecimentos da época, fica te perguntando coisas só pra você dizer " eu não sei" e então esse amigo branco te aconselhar: Você precisa saber mais sobre seu povo ( ou qualquer coisa do tipo), e se você reclama ele logo foge e diz: " ah mas fulano (outro amigo negro), não acha ruim ( logo, o problema é com você). Então, esse branco provavelmente é o branco de estimação de alguém, e cuidado esse tipo adora namorar pessoas negras, vivem tecendo elogios loucos pra poder namorar uma pessoa negra e então poder dizer " mas minha namorada é negra..."
Estas pessoas conhecem nossas músicas, nossas danças, nosso jeito de fazer as coisas, os penteados, as roupas e é comum dizerem que "queriam ser negras". Num primeiro momento pode ser bonito pensar: " Ah, que bonito! A fulana é branca, mas queria ser negra! O racismo finalmente esta diminuindo!". Cada dia que passa, a pessoa branca vai se informando, vai se enturmando e absorvendo tudo o que pode da nossa cultura, até o dia em que a partir da vivência dela, a pessoa vai acreditar que somos todos iguais, e que é exagero nosso falar sobre apropriação cultural no século XXI, e então, aquele branco que até então parecia nos compreender, respeitar e amar, resolve se auto declarar negro, naquela mesa de bar e todo mundo gargalha. Aquela pessoa branca que ouviu tudo o que você disse sobre sofrer por não ter o cabelo liso, começa a dizer que sofre muito porque seu cabelo enrolado não é aceito, e justifica esse sofrimento dizendo possuir uma alma negra. Essa pessoa branca te dá o ombro e ambas choram acreditando sofrer do mesmo mal, o racismo. A partir destas vivências pessoais, o branco de estimação vai ganhando força ideológica apoiada por alguns negros e começa a falar por negros, e se questionada sobre o lugar de fala, usará seu mentor negro pra dizer " ah, uma amiga negra que me disse isso", e assim o branco de estimação vai te usando pra conquistar os espaços negros. Nós negros lutamos, nos estamos a frente das nossas lutas, mas quando conseguimos algum espaço, logo uma pessoa branca cola em nós e já solta que tem um pé na cozinha. Porque será que está tão legal ser preto? Nós não devemos achar graça quando uma pessoa branca, mesmo que seja branco de estimação se diz negra porque permitir que esse discurso de auto identificação étnica seja reproduzido com o nosso aval, é ainda resquício do racismo que impede o enfrentamento completo desse problema. Quando uma pessoa branca, tem nosso aval pra ficar brincando de negritude só porque não esta mais achando tão legal assim ser branca, nós estamos criando um branco de estimação e alimentando uma cobra a conta gotas com a história dos nossos ancestrais. Entendam, um dos passos importantes para a igualdade racial, é os opressores reconhecerem os crimes que cometem, reconhecerem seus privilégios étnicos e não criar uma falsa simetria performando negritude. Não se esqueçam, tentam durante séculos nos matar, nós como resistência, acreditamos que se fossemos mais parecidos com eles o racismo diminuiria, pra isso nós alisamos nossos cabelos, abandonamos as religiões de matrizes africanas e apagamos muitas coisas importantes pra nós. Nós fomos de coração aberto tentar entender o mundo deles, mesmo que isso custasse nossos cabelos queimados e nossa auto estima ferida. Eles riram de nós, disseram que nunca seriamos brancos, e continuaram nos tratando mal. Essa assimilação não foi saudável nem pra nós e nem pra eles. As diferenças são saudáveis e nós (todos nós) precisamos aprender a lidar com ela e não tentar nos tornar o outro para respeita-lo por completo. Por isso queridas, não criem brancos de estimação.
* O pessoal é politico, o que isso quer dizer? Clique e leia.
**Continuação do texto: Nosso Juri é racional e não falha
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quarta-feira, 12 de novembro de 2014
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Hoje é dia de feminismo preto, e quem se importa?
Há dois anos escrevi um texto para o blogueiras feministas sobre o dia das mulheres negras, latino americanas e caribenhas e nomeei o texto de " 25 de julho, o dia das outras mulheres". Esse texto foi escrito meio que as pressas, e quando me foi dado o tema, acreditei que deveria logo falar sobre racismo porque era o que mais me incomodava naquele momento. Pouco tempo depois de escrever esse texto eu me afastei completamente das atividades tanto feministas quanto do movimento negro e fiquei só de olho no desenrolar das coisas. Hoje, dois anos depois e recém de volta a militância ativa, percebo um outro cenário. Hoje o feminismo negro esta melhor organizado, existe alguma representatividade e existem muitos textos feministas por um viés negro sendo upados todos os dias na internet. Há muitas coletivas que entenderam que é preciso abrir espaço para as pretas e esta rolando um debate bem bacana.
Em dois anos percebo muitos avanços, acho que o principal avanço é o surgimento e crescimento do blogueiras negras, que publica textos com frequência e textos que dialogam bem com a maioria das pretas, acalentando muitos corações que estavam abandonados sem referencia. Eu apoio e acho muito bom que mulheres se organizem e escrevam, nesse ponto todo avanço é positivo. Mas além de avanços positivos, houveram avanços negativos também.
Em dois anos percebo muitos avanços, acho que o principal avanço é o surgimento e crescimento do blogueiras negras, que publica textos com frequência e textos que dialogam bem com a maioria das pretas, acalentando muitos corações que estavam abandonados sem referencia. Eu apoio e acho muito bom que mulheres se organizem e escrevam, nesse ponto todo avanço é positivo. Mas além de avanços positivos, houveram avanços negativos também.
O racismo continua presente em todos os espaços e agora com novas roupagens. As feministas brancas perceberam que discutir racismo é importante para a pratica feminista, mas também descobriram que levantar o assunto de forma desonesta desvia o foco de assuntos importantes, e divide mulheres. Redescobriram um truque racista e machista famoso mas que estava esquecido: Culpabilizar mulheres e incumbir as mulheres pretas a missão de salvar o mundo. Caso a gente se recuse, seremos lembradas de tudo o que passamos com o racismo e toda a dor que a sociedade nos causa por sermos pretas. dessa forma suja, estão colonizando os espaços criados e mantidos por pretas. Racismo velho, antigo e que infelizmente seduz por causa da velha ideia de aceitação, quase um slogan " Olha só, são pretas mas nos aceitaram". Infelizmente o assunto "mulheres negras" e racismo ainda é usado como bucha de canhão para dividir mulheres. Infelizmente, cada vez mais cresce entre feministas o fetiche sobre negritude. A loucura social sobre " o que é ser negra", e o impedimento social de negar a negritude de alguém, como se fosse um crime dizer que uma pessoa não é negra, quando ela não é. Infelizmente nos círculos feministas maiores a negritude esta se tornando uma energia, um sentimento, uma ideia que pode ser apropriada por quase qualquer um, e muitas pretas na ânsia de serem aceitas, corroboram com esse novo projeto de negritude, mesmo sem entende-lo direito porque no minuto seguinte que aplaudem uma pessoa branca se afirmando negra, se entristecem com uma outra pessoa branca usando um turbante como coroa, por exemplo. A impressão que tenho é que se a pessoa branca, que se diz negra for uma pessoa amiga, pode, mas se for uma pessoa desconhecida é desonestidade. Eu estou tentando entender esses mecanismos, mas não esta fácil, eu sou de um mundo onde ser negra é ter a pele escura ( em vários tons), e outras características físicas que dizem que você não é branco, características que isoladas não representam muito, características que conversam com afrodescendência, mas aí o papo é outro.
Enfim, em dois anos observo muitas mudanças, avanços significativos e retrocessos absurdos, mas eu acredito que os avanços são absurdamente maiores e mais importantes do que os retrocessos porque os avanços alcançam muito mais mulheres e acolhem estas que estavam representativamente abandonadas. Percebo que as mulheres comuns, que não querem likes na internet e nem serem aceitas por grupos virtuais rejeitas essas teorias malucas sobre negritude, podem até ler, podem até eventualmente curtir, mas sabem que na vida real ser preta é ser preta, e não uma ideia fetichista, seja ela antiga ou moderna. A maior parte dos textos que acompanho nos blogs são de teorias feministas que eu não concordo tanto, mas eu fico muito feliz em ver pretas que antes tinham a vida bem distante do feminismo, compartilhando textos escritos e publicados por mulheres negras. Estas mulheres leem estes textos e se sentem bem com eles, de alguma maneira estes textos tem facilitado a conversa sobre feminismo e tem ajudado muitas mulheres a reconhecerem o machismo e racismo do dia a dia, por isso é bom que continuem a serem escritos e devemos apoiar ou no mínimo não repudiar( sobre os textos que discordamos). Foram textos escritos por pretas que me aproximaram do feminismo, e só assim eu me interessei pelas teorias e fui estudar pra saber onde me encaixo. Fico feliz que muitas outras pretas estejam se aproximando do mesmo jeito e que de alguma maneira eu possa ajudar, mesmo com meus textos ácidos. Hoje, 25 de Julho: Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha, um dia de celebrações mas principalmente um dia de reflexão porque apesar dos avanços, ainda somos " as outras mulheres", façam um balanço, visitem as páginas feministas e observem: Quem esta falando sobre este dia? Qual a reflexão feita nestas páginas? porque dizer que nós somos lindas não precisa, nós já sabemos.
Pretas sim, feministas também, vamos juntas em frente na luta antirracista!
sábado, 31 de maio de 2014
domingo, 25 de maio de 2014
Cor da Pele, qual a sua?
Meia cor da pele, que pele?
Desde crianças nós ouvimos falar em coisas "cor da pele", eu sempre achei bem engraçado porque pessoas pretas, de pele retinta colocavam meia cor da pele porque alguém dizia que a tal meia é perfeita pra combinar com alguma roupa, a promessa era de que a meia cor da pele ficaria transparente porque teria a mesma cor da pele da pessoa, mas... de qual pele eles falavam?
Certamente não é a pele preta. Nunca falavam bem da nossa pele, nada foi feito pra nossa pele, nós sempre fomos "as outras", como se o normal fosse ser branco e qualquer coisa que fuja disso precisasse de adaptações pra viver. Estas coisas mínimas como uma inocente meia, coloca dentro de nós um sentimento estranho que demora pra que a gente entenda o que é, e muitas vezes passamos a vida toda sem saber como descrever e nomear esse desconforto que sentimos. As pessoas não negras não conseguem entender o que é ser excluído das mínimas coisas, por isso quase sempre nos dizem que estamos exagerando, fazendo tempestade num copo d'agua. Claro, pra quem esta representado em tudo e tudo e não se sente deslocado nas tarefas mais simples é fácil. Mas pra quem nasce aprendendo que o outro é bonito e o normal é ser o outro , por mais que se ame, precisa de reeducação pra se livrar do reflexo branco que enxerga no espelho. Todos esses sentimentos entram em nós sem que a gente dê permissão, a gente nem percebe porque é tudo bem silencioso. Nós só sentimos a dor.
O truque dos racistas, é transformar o racismo em algo normal, corriqueiro, um sentimento e uma ação que se escondem nos mínimos detalhes, algo que seja capaz de ferir as pessoas de pele negra e que ao mesmo tempo faça com que as pessoas brancas não percebam que é grave. Assim o racismo é naturalizado e normatizado na rotina de todo mundo virando uma daquelas coisas desagradáveis que incomodam mas não precisam de muita atenção. Tipo chuva na hora de sair de casa sabe? a maioria das pessoas brancas enxergam o racismo do dia a dia assim, é um problema mas nem tanto, e se é simples, pra que reclamar toda hora? Todos conseguem enxergar racismo em xingar uma pessoa negra de macaco mas muitas tem problemas em aceitar que é racismo usar a frase "cor da pele " para roupas e acessórios que só servem para um tipo de pele. Por isso coloquei abaixo um curta bem bonitinho que trata dos efeitos da normatização da cor branca nas crianças pretas. O curta tem só 13 minutos, vale a pena!
O truque dos racistas, é transformar o racismo em algo normal, corriqueiro, um sentimento e uma ação que se escondem nos mínimos detalhes, algo que seja capaz de ferir as pessoas de pele negra e que ao mesmo tempo faça com que as pessoas brancas não percebam que é grave. Assim o racismo é naturalizado e normatizado na rotina de todo mundo virando uma daquelas coisas desagradáveis que incomodam mas não precisam de muita atenção. Tipo chuva na hora de sair de casa sabe? a maioria das pessoas brancas enxergam o racismo do dia a dia assim, é um problema mas nem tanto, e se é simples, pra que reclamar toda hora? Todos conseguem enxergar racismo em xingar uma pessoa negra de macaco mas muitas tem problemas em aceitar que é racismo usar a frase "cor da pele " para roupas e acessórios que só servem para um tipo de pele. Por isso coloquei abaixo um curta bem bonitinho que trata dos efeitos da normatização da cor branca nas crianças pretas. O curta tem só 13 minutos, vale a pena!
A meia preta também é cor da pele
Então queridas, quando alguém falar que alguma coisa é cor da pele, não seja tímida e questione: Cor de que pele? Se o tempo todo somos vitimas de racismo, se é nas pequenas coisas que ele se esconde, nós precisamos agir também nas pequenas coisas, não deixe passar em branco. Questionar também é uma forma de se impor, ensinar as crianças que é normal ser preto, é normal ser marrom, branco e tantas outras cores possíveis e assim minimizar os danos do racismo nos futuros adultos. Normatizar as nossas cores faz parte do processo de nos tornarmos negras porque ninguém quer ser negra como o passado, negra como o piche, negra como os escravos e todas as comparações ruins que fazem com nossa cor. Mas todas nós precisamos reconhecer que somos negra como a noite, preta ou marrom como o chocolate, cor preta que descende de africanos que foram reis, rainhas. Preta é a cor de pessoas bonitas e feias, altas e baixas, preto é cor de gente comum que chora e ri, homens e mulheres que tiveram o passado negado, escondido e embranquecido, por isso é motivo de orgulho conhecer nossas belezas, nosso passado e escrever um futuro diferente. Pra nós é um mundo novo que se abre, então não tenha vergonha de se reconhecer como rainha preta, porque você é!
sábado, 24 de maio de 2014
segunda-feira, 19 de maio de 2014
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